A IDADE





Parado e atento à raiva do silêncio
De um relógio partido e gasto pelo tempo
Estava um velho sentado no banco de um jardim
A recordar fragmentos do passado

No radio tocava uma velha canção
E um jovem cantor falando da solidão
Que sabes tu cantor de estar só assim
Só e abandonado como o velho do jardim

O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver
A imagem da solidão que irão viver

Quando forem como eu
Um velho sentado num jardim
Passam os dias e sentes que és um perdedor
Já não consegues saber o que tem ou não valor
O teu caminho parece estar mesmo chegando ao fim

Para dares lugar a outro no teu banco do jardim
O olhar triste e cansado procurando alguém
E a gente passa ao seu lado a olhá-lo com desdém
Sabes eu acho que todos fogem de ti prá não ver

A imagem da solidão que irão viver
Quando forem como eu
Um resto de tudo o que existiu
Um velho sentado num banco do jardim

by Alexandre Pormann
10/11/2009
15:12

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