
De passada tristeza,
Alguns desenganos
Amarguras colhidas por anos
Velhas ilusões,
De todo injusto mal,
E de cada espinho que fere o coração
Era pura crueldade
Ainda matou meus sonhos
Que me colocou de luto
Uma injusta pena
Que me envenenou
E ainda me envenena.
Sinto meu corpo que foi tranquilo e forte
Hoje fraquejado tentando vencer a morte
Que tenta destruir que mantém a minha vida,
Retira minhas forças,não me deixa ter alegria
O que foi que fiz
Pra merecer tanta tristeza, e tanta dor.
Não me sobrou nostalgia
Só um simples deboche
Hum!! mais que ''heroica alegria. ''
Quero desacreditar em gestos falsos,
Prazer de mentirosos,
Desonesto e sem caprichos,
Quero ser como os bichos.
Alegria voluptuosa de comer frutos e de cheirar rosas.
Quero uma alegria brutal e primitiva
De poder estar vivo, feliz ou infeliz
Mas bem próximo a minha raiz.
Volúpia de sentir na minha mão,
A casca do meu pão.
Volúpia de sentir-me ágil e forte
E de saber enfim que só a morte
E triste e sem remédio.
Prazer de renegar e de destruir
O meu tédio
by Alexandre Pormann
14/12/2009
13:14

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