Dói-me a existência neste universo
Nesta realidade que é o útero da vida
Do cordão não me liberto
Da vida nunca me esqueço
As manhãs surgem umas atrás das outras
Vivo o dia a dia sem vontade de acordar
Chego à noite com vontade de adormecer
Até ao próximo dia que vou madrugar
Os dias são sempre uma realidade diferente
Como se estivessem alguém conosco a brincar
E à noite essa brincadeira termina
Para no dia voltar a começar
Dói-me a existência neste universo
Mas nele tenho de morar
Tudo pode ser intenso
Até a minha existência terminar
by Alexandre Pormann
24/02/2010
21:25
Um comentário:
Nossa fiquei totalmente envolvida enquanto lia existir... perfeita tradução, do que tem sido meus dias... noites... madrugadas. Como é mágico o traçar das palavras do poeta, que mesmo sem nos conhecer traduz em verso o nosso viver,rir, chorar, existir!
Abraço Grande! DÉ
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