Esse amor que me consome como fogo
Que se alastra no meu peito.Que devora minhas entranhas,
Borbulha e brota dos meus sentidos
Como contas de rosário te rogo.
Dor que me toma na surdina
Que maltrata e se manifesta aos gritos
Para me fazer calar, às vezes,
Com gemidos de aflição e lágrimas.
Sou pai dos acalantos de entoar suave,
Palavras fartas, que me faz versos criar,
Ou tenho aparência louca de voz rouca,
Que faz o filho engasgar em prantos.
Sou o inimigo da alegria neste instante
Como desgraça que não passa,
E que de minha dor se faz cruz.
Sou sombra e cinzas que restaram
E cobre o desejo da súplica oculta
Sou nada mais que um pensamento...
Uma semente do amanhã
Sobre uma cama vazia
Vejo-me dentro do meu do quarto.
Seria por fim...
Ser um sopro que avivasse a alma,
Enquanto durmo,
E clareasse, com pressa,
Um novo dia um novo amanhã.
by Alexandre Pormann
08/04/2010
09:27


Nenhum comentário:
Postar um comentário