Se a vida fosse eterna
Eterna seria a dor
Eterna seria a tristeza
Eterna seria a angústia
E eterno o anseio pelo fim
A fraqueza é o inferno
Que nossa covardia deseja
Temeroso aquele que busca remissão
Desta imérita pungência
Temeroso àquele que busca
Desta finita maldita punição
Nesta viagem vã
Por entre escombros e entulhos
Por entre caos de gente viva
Sangramos em demasia
Temos medo e nos culpamos
Mas quando cessar nossa dor
Quando redimidos pela vida
Observe só, nossos corpos se esfacelaram
E de nós ainda resta o eterno punhal
Que nosso coração sempre abrigou
Posto que redimidos de nossa dor
Este punhal faz outros sofrerem
Nossa paz exige o discernimento
Pela qual a vida sofre por viver
Pois maldita covardia em sua plenitude
De nossa infeliz aventura!
Nesta luta para viver a dor
A serenidade da foice ousa por nós
Aquilo que a covardia nos proíbe de acreditar
Espero de braços abertos
Minha derradeira anestesia:
Adormecer na dor desta vida
Cravado no peito uma história
by Alexandre Pormann
20/04/2010
12:40


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