
Infinitas horas
Que passei bebendo com meu pensar
Sorrindo de mim, embriagado pelo sofrimento.
Idade que chega de passo apressado, puro lamento
Na bagagem levo meus medos,
Até mesmo um sonho livre
Com amor e sentimento,
E com tantos advertidos erros.
E trago ainda a nostalgia da infância
No olhar cego, algumas lembranças lúcidas,
Outras que me fazem carência,
Retorno ilusoriamente no sofrido passado
Nesta passagem da vida
Que ainda me resta para caminhar
Hoje o silêncio doloroso e maciço
Não me dá tranqüilidade nem pra sonhar
Idéias surgem se encaixam no lugar
Crescem lástimas refletidas
Sei que ainda morrerá este sonho
No meio de tanta saudade perdida
Ensaio de novo o sorriso
Que tão pouco sobrou mim
Hoje as palavras são frágeis,
Restabeleceram me paz no meu sentir.
Ah se pudesse a porta do tempo fechar
Para concluir todas as minhas fantasias,
Ir sonhando repetidas vezes
Neste pequeno apelo à Vida
Onde retornaria toda a minha afeição
Preencheria a alma de recados, e amor
Não deixaria de implorar
A vontade que desejo
De voltar a sonhar.
15/07/2010
11:18

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