POBRE CORAÇÃO







Moras num coração envelhecido pelo tempo
Em que encerrei o teu corpo, rainha da fantasia
Na distancia longínqua em que o destino nos sorria
E onde me fiz cativo na infinidade de um momento.

Hoje abri esse coração e tirei à nostalgia
E de novo te amei em cada promessa louca e renovada.
Estavas inteiro, esculpido nas palavras da poesia
De semblante caído e de olhar parado no nada.

Infante forjado numa manhã serena e fria,
Desejaria colher-te nas floradas as folhas de papel,
E levar-te a beijar o vento nas asas de um corcel

Sou a mesma criança abstrata e de face vazia,
De olhos fundos como alma da noite.
Moras no meu peito, onde o amor ainda é doce...


by Alexandre Pormann                                                                                  
11/08/2010
11:32
                                                                                                                 



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