
Moras num coração envelhecido pelo tempo
Em que encerrei o teu corpo, rainha da fantasiaNa distancia longínqua em que o destino nos sorria
E onde me fiz cativo na infinidade de um momento.
Hoje abri esse coração e tirei à nostalgia
E de novo te amei em cada promessa louca e renovada.
Estavas inteiro, esculpido nas palavras da poesia
De semblante caído e de olhar parado no nada.
Infante forjado numa manhã serena e fria,
Desejaria colher-te nas floradas as folhas de papel,E levar-te a beijar o vento nas asas de um corcel
Sou a mesma criança abstrata e de face vazia,
De olhos fundos como alma da noite.
Moras no meu peito, onde o amor ainda é doce...
by Alexandre Pormann
11/08/2010

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