Quero escrever versos,
Versos de amor, e de ironia,
Quero preencher todos os espaços,
Desta folha vazia.
Quero ao escrever,
Ser completamente livre,
Lembrar-me do que quis ter,
Mas que nunca tive.
Quero com estas tantas palavras,
Que escrevo sem encontrar fim
Encher além destas folhas brancas,
Os espaços imensos que há em mim.
Lembrar, tentar esquecer
Dormir, acordar,
lamentar,
E desejar morrer.
Sentir a presença da solidão,
Ver as lágrimas que chorei,
Agindo com o coração,
Sei que errei.
Escrevo partes do que sou,
E as dedico a ti,
Mas só eu sei,
Não sairás daqui.
Todas as lágrimas foram enxutas,
Neste pedaço de papel, que agora é um pouco de mim,
As minhas palavras sentidas, doces ou brutas,
Assim como eu chegaram ao fim.
by Alexandre Pormann
13/05/2010


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