O que estará escrito em nossos dias
Será que encontraremos a verdade somente na morte
O que nos faz ser esse Humano frágil de entristecida essência
Criatura rejeitada pela amada sorte.
Muitos dias que ainda surgirão
Horas que viveremos lamentando
Serão ordinários todos os gritos de iniquidade
Tirania que silencia a alma e o coração.
Que lembranças amargas conservaremos
Maus pensamentos que nos perseguem incansavelmente,
Como poderemos crer se até o sorrir é leviano,
Onde só iludidas alegrias teremos.
Maus pensamentos que nos perseguem incansavelmente,
Como poderemos crer se até o sorrir é leviano,
Onde só iludidas alegrias teremos.
Desvairar-se em doces devaneios não será nossa sina,
Que olhos certos não são só lágrimas...
Que olhos certos não são só lágrimas...
Ofertamos nosso peito para um templo
Até trocarmos a felicidade pela temida agonia
Verdadeiro amor que perfuma nossa sombra
Brinde blasfemo, oh! Vício da minh'alma
Crença minha que agoniza e despreza
E morro sem ter tido certeza
Procuro na minha ilusão tuas lembranças,
Anjo da vida que ainda passa em meus sonhos
E quando eu durmo... Meu coração ainda clama
Anjo da vida que ainda passa em meus sonhos
E quando eu durmo... Meu coração ainda clama
Só assim meus lábios orvalham-se d'esperança!
Assim não deixe suicidar-me no esquecimento.
31/12/2010
00:07


Um comentário:
Olá, como vai você?
Nesta poesia tem muita verdade, mas muita tristeza nas palavras também. Como acredito que a poesia fala um pouco (ou muito) do que temos na nossa alma, penso que ela fale de seus momentos existenciais.
Parabéns por revelar-se de maneira tão sutil e bonita.
Abraços,
Lila
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